Quem tem crédito à habitação vai beneficiar do corte da taxa de juro de referência do BCE.
Apesar deste corte já estar a ser antecipado pelo mercado e da negociação das taxas Euribor já incorporar uma descida da taxa directora, os contratos de futuros sobre a Euribor antevêem novas quedas na prestação da casa. Veja ao lado as simulações que permitem verificar o nível de poupança que cada família deverá registar nos encargos totais com a casa este ano.
Os 18 projectos apresentados pelos partidos no Parlamento para alterar as regras do crédito à habitação para proteger as famílias em situação financeira difícil vão baixar para a discussão na especialidade.
Todos os projectos de lei e de resolução, que deveriam ser submetidos à votação hoje na Assembleia da República, passam assim sem qualquer votação para a comissão de orçamento e finanças.
As taxas voltaram hoje a descer em todas as frentes.
A Euribor, a três meses, que em Portugal serve de principal indexante do crédito às empresas, recuou hoje para 0,664%, de acordo com o ‘fixing’ diário da Federação Europeia de Bancos.
Já o prazo a seis meses desceu para 0,941%, o que constitui uma notícia positiva para quem contratualizou empréstimos à banca para comprar casa, uma vez que em Portugal este é o indexante mais utilizado no crédito para aquisição de habitações. No mesmo sentido, o prazo a 12 meses escorregou para 0,004 para os 1,224%.
Os portugueses com dívidas de crédito à habitação continuam a pagar menos pela sua prestação mensal, uma tendência que se irá verificar novamente para quem tiver o seu contrato revisto em junho.
No próximo mês, em virtude da descida das taxas Euribor em maio, no caso de um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos indexado à Euribor a 6 meses e em que o spread (margem cobrada pelo banco) é de 1%, a prestação cairá de 557,53 euros em maio para 552,18 euros em junho.
Já nos contratos indexados à Euribor a 3 meses – e que mantenham as restantes condições do anterior – a prestação descerá para 531,10 euros em junho depois dos 535,32 euros de maio.
Praticamente um em cada dez contratos de crédito à habitação têm em falta pelo menos o pagamento de uma prestação.
Segundo os dados do Banco de Portugal, no final de setembro do ano passado, 8% dos empréstimos relacionadas com a compra de casa (crédito à habitação e créditos conexos) estavam em incumprimento. No crédito à habitação, esse valor é 7,5% e no conexo 10,5%.
A mediana dos saldos em dívida dos contratos de crédito à habitação em incumprimento era 56 784 euros, enquanto que para os contratos regularizados era 62 212 euros.
Ainda assim, há boas notícias: a prestação da casa vai voltar a descer já no próximo mês. A prestação vai ficar mais barata em junho não só para os novos contratos como também para as revisões que sejam efetuadas nesse mês.
Num empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, a queda pode mesmo superar os 40 euros e se a tendência se mantiver a prestação da casa poderá vir a descer ainda mais.
Fonte: Dinheiro Vivo
Proposta do PSD permite a quem está em situação de incumprimento ter um “spread” de 0,25% e ficar a pagar o crédito até aos 75 anos.
As famílias em dificuldades económicas que estão em situação de incumprimento vão poder estar até um ano e meio sem pagar o empréstimo da casa ou até quatro anos só a pagar juros. Esta medida consta das propostas legislativas que o PSD vai apresentar no Parlamento para proteger os devedores e facilitar a negociação entre clientes e bancos, sem recorrer ao tribunal.
Fonte: Jornal de Negócios
A banca está a aproveitar os casos de divórcio para renegociar o contrato do crédito à habitação com os portugueses que se separam, subindo deste modo o spread cobrado, noticia o «Correio da Manhã».
Há mesmo casos em que este valor quintuplica para o divorciado, que vai ter de pagar, mensalmente, mais 235 euros ao banco pela casa.
Note-se que quando um casal se divorcia, há uma alteração na titularidade do contrato de crédito à habitação, que passa para o nome do cônjuge que fica com o imóvel, o que obriga à revisão dos termos assinados. Tudo porque os bancos consideram que existe um aumento do risco e sobem o spread.
Pela primeira vez no último ano crédito concedido às famílias aumentou. De acordo com os dados do Banco de Portugal, em fevereiro, o valor de empréstimos aos particulares ascendeu a 139,3 mil milhões de euros, ou seja, mais 295 milhões de euros face ao mês anterior.
O aumento da concessão de crédito à habitação é motivo desta inversão de tendência de queda que se vinha a verificar desde fevereiro do ano passado.
Em fevereiro, o valor de crédito à habitação concedido a particulares ascendeu a 113,1 mil milhões de euros, ou seja, mais 418 milhões de euros em relação ao mês anterior. Já em termos homólogos a queda foi de 1,4 mil milhões de euros.
Embora ainda seja difícil de avaliar se esta subida é uma inversão da tendência ou apenas um caso pontual, os números mostram que, ao contrário do que se pensava, a concessão de crédito à habitação aumentou.
As taxas Euribor estão a cair nos prazos principais, com o prazo a seis meses, que em Portugal serve de principal indexante ao crédito à habitação, a cair para 1,242%.
De acordo com o fixing diário da Federação Europeia de Bancos, a taxa a seis meses registou uma quebra de 0,012 pontos.
A taxa Euribor a três meses, utilizada como principal indexante ao crédito às empresas, caiu por sua vez 0,014 pontos, para 0,934%.
Já a 12 meses, a Euribor caiu para 1,572% (-0,012 pontos).
As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
Fonte: Oje



