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O Google liberalizou a participação na sua rede social. Qualquer cibernauta pode agora entrar no Google+, sem necessitar de ser convidado por um utilizador já registado. A novidade surge cerca de dois meses e meio após o lançamento da versão experimental, numa altura em que o Facebook está a responder às inovações da concorrência.

“Ao longo das últimas 12 semanas temos estado no terreno a experimentar e, durante esse período, temos ouvido e aprendido muito. Estamos longe de ter acabado, mas com as alterações que fizemos até agora estamos prontos para passar da fase de testes para a beta”, anunciou esta terça-feira o vice-presidente da Google para a área de engenharia, Vivik Gundotra, no blogue da empresa.

É ali que o Google têm apresentado as correcções e as novas funcionalidades do Google+, para dar aos seus utilizadores uma ideia mais precisa da evolução do projecto. A entrada nesta nova fase é a novidade número 100, publicada no mesmo post em que se anunciam os avanços no Hangout (videoconferências com vários participantes) e a possibilidade de pesquisar informação partilhada dentro da rede.

O Google+ apresentou uma taxa de crescimento notável nestes primeiro tempos, atingindo os dez milhões de utilizadores em apenas duas semanas, de acordo com as informações oficiais da empresa. O Google não actualizou até ao momento esses dados, mas a Comscore estima que a rede tenha chegado aos 25 milhões ao cabo de um mês.

O crescimento do Google+ não parece estar a ser um problema – apesar de um estudo da empresa australiana de software 89n ter entretanto revelado uma queda na quantidade de posts públicos diários (o que deixa de fora as publicações para listas privadas). Mas o Facebook usou este período experimental do novo concorrente para acrescentar à sua rede algumas funcionalidades que marcavam a diferença no Google+.

Os responsáveis pelo Facebook, que tem cerca de 800 milhões de utilizadores registados e é líder indiscutível do segmento, asseguram que estavam há muito a trabalhar nas últimas inovações apresentadas, mas as semelhanças com as características do Google+ são evidentes. Desde logo a facilidade com que agora se podem fazer listas no Facebook, como acontece com os círculos do Google+.
“Suspeitamos que as pessoas usam muitas ferramentas diferentes para partilhar [informação]”, afirmou à BBC Vivik Gundotra, que se diz agradado com a concorrência. “O mecanismo mais popular que as pessoas hoje usam é o e-mail. Portanto, achamos que há muito espaço para inovar”, sublinhou.

Fonte:http://www.publico.pt
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