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Esqueça que existe um perfil. Daqui a algumas semanas terá a linha da sua existência para preencher.

O termo “timeline” dominou o discurso de Mark Zuckerberg durante a apresentação de ontem no F8, um evento que junta programadores de todo o mundo. Nas palavras do criador do Facebook, é “a história da tua vida, a nova maneira de mostrares quem és”.

Quem lá esteve diz que o Facebook como o conhecemos vai acabar. O “timeline” transforma o perfil dos utilizadores numa espécie de livro pessoal onde podem incluir toda a sua vida. O que se pretende é que deixe de partilhar com os outros apenas o que lhe está a acontecer agora, mas apresente numa cronologia infinita todos os momentos da sua vida passada, através de texto, fotografias, mapas e música. Pode incluir toda a vida antes de ter adivinhado que o Facebook viria a existir.

Visualmente, há outra grande mudança: uma imagem no cabeçalho da “revista”, muito maior que a foto de perfil, que segundo Zuckerberg dá aos visitantes do perfil uma ideia de quem é a pessoa nos primeiros segundos de contacto, sem ler toda a sua história.

Mas as novidades não acabam aqui. Foram apresentadas uma série de parcerias com aplicações que permitem aos utilizadores partilhar experiências ao mesmo tempo que as concretizam no mundo real. Um dos exemplos dados por Zuckerberg foi o de uma aplicação de receitas: imagine que hoje experimenta um prato novo, e essa informação corre directamente para a sua timeline. Os seus amigos vão saber o que sabe cozinhar.

Outro dos pontos importantes do novo Facebook será a música. O CEO do serviço de música Spotify, que ainda não está disponível em Portugal, também participou na apresentação, e disse que era “um grande dia” para todos os que gostem de música. Entre outras coisas, vão poder, através do Facebook, passar a noite a ouvir música com amigos, como se estivessem numa festa, ainda que estejam em casas separadas.

A abundância de informação será hierarquizada de acordo com o Ticker, uma mudança que cria um segundo feed de notícias, mais rápido, para as pessoas mais importantes da sua vida no Facebook. Segundo Zuckerberg, isso permite que não perca tempo com as pessoas “que não são verdadeiramente amigas”. Esta pequena mudança, disponível desde ontem, já gerou críticas A grande mudança, o “timeline” vai começar a inundar os ecrãs durante as próximas semanas.

Fonte: http://www.ionline.pt

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